E se a escola fosse como construir um pára-quedas

Reinventar a escola, é preciso. A lógica “industrial” que existe está desajustada. As rotinas instaladas, minam tudo e a todos afetam. A ideia do pára-quedas é a que me ocorre, como metáfora para reinventar a escola. As escolas, como construtoras do pára-quedas. Todo o potencial de conhecimento, de tecnologia está nela. Mas é preciso que seja usado, isto é, que se abra. E esta imagem da abertura do pára-quedas faz toda a diferença. Obriga a uma atenção redobrada, de cuidado, de segurança. Obriga a uma atitude proativa e atenta. As vontades e motivações passam a obedecer à lógica da mobilização e do compromisso. É necessário o conhecimento para a construção e o uso do pára-quedas, mas também conhecimentos sobre as condições do tempo, o saber aterrar, dobrar/arrumar. Porque o futuro fica suspenso, dependendo do sua construção. Vários saberes são mobilizados. A ideia do salto e do funcionamento do pára-quedas é o culminar de todo o processo de aprendizagem, mas também de melhoria, de aperfeiçoamento e desenvolvimento. Ninguém quer falhar. Porque todos se mobilizam para o objetivo comum. Quando no céu se abre, outros horizontes também se abrem. E a escola ágil, eficaz, mobilizadora, pioneira e de futuro deve e pode ser este pára-quedas que prepara para uma visão abrangente do mundo, da abertura à inovação, para a vida. Carimba o passaporte do futuro.


Júlio Castro