December 17, 2015

Operacionalização

O modelo organizacional Fénix assenta em dois Eixos – I e II.

 O Eixo I (1º ciclo do Ensino Básico)

  • Baseia-se numa dinâmica que passa pela criação de um ninho de recuperação/desenvolvimento.
  • Esta dinâmica não deve exceder as 6 horas semanais, no apoio às áreas curriculares de Português e/ou Matemática.
  • Os alunos são acompanhados pelo professor titular:

– É o professor titular quem conhece as dificuldades dos seus alunos, pelo que saberá o que explorar, de modo a superar as lacunas concretas de cada um.

– Acompanhar os alunos num grupo mais restrito, exterior à sala de aula – o ninho – possibilita realizar um trabalho mais específico ao identificar e colmatar necessidades concretas, consolidando os conteúdos de um modo mais personalizado, diversificando e adequando, quer as estratégias, quer os materiais para cada aluno.

  • O professor de apoio (professor Fénix) fica na turma-mãe com o grande grupo:

– Este professor tem oportunidade de explorar tarefas criativas, integrando diferentes áreas do saber, que devem decorrer de uma articulação com professores de outras disciplinas e ciclos de ensino, promovendo a interdisciplinaridade e reforçando o trabalho colaborativo.

– Este é o modo privilegiado de desenvolver outras competências, articulando as várias áreas do saber com o Português e a Matemática. Esta dinâmica de aprendizagem pode convocar o aluno a assumir um papel ativo na construção da sua aprendizagem, potenciando capacidades transversais fundamentais, entre elas a comunicação, a argumentação e a resolução de problemas.

– Permite estimular os alunos a formular previsões, realizar experiências, recolher informações e apresentar as suas conclusões.

 

O Eixo I ( 2º e 3º ciclos do Ensino Básico)

  • Nesta dinâmica, as turmas Fénix e o ninho funcionam ao mesmo tempo e no mesmo horário, nas disciplinas a intervir – português, matemática e/ou outras, não havendo sobrecarga no horário escolar.
  • O tempo que os alunos passam no ninho depende, naturalmente, da evolução de cada um, tendo por base uma avaliação contínua do seu progresso.
  • Semanalmente, num tempo letivo de 45/50 minutos, devem ser programados momentos de interação entre todos os alunos, os que ficaram com o professor titular e os que ficaram com o professor Fénix, privilegiando-se nestes momentos a evolução das aprendizagens e dos métodos de ensino. Desta forma, em equipa e num espírito de interajuda, podem alcançar-se os objetivos propostos.
  • O ninho de desenvolvimento do Eixo I pode funcionar com alunos de distintos perfis:

– Alunos de Baixo Rendimento Escolar (BRE) – neste caso, os processos de ensino-aprendizagem têm o intuito de recuperar as lacunas observadas ao nível dos conteúdos e das competências, ficando estes com o professor titular.

– Alunos de alto rendimento escolar (ARE)- neste caso, o trabalho realizado tem o intuito de promover a excelência, dando a possibilidade aos alunos de desenvolver as suas capacidades e de alargar o seu potencial.

 

Eixo II (dinâmica a implementar em qualquer ano de escolaridade e ciclo de ensino)

  • Não envolve recursos ou custos adicionais, apenas uma reorganização pedagógica e funcional diferente.
  • Operacionaliza-se constituindo grupos de alunos provenientes de diferentes turmas, tendo por base a identificação de conteúdos, bem como dos objetivos de aprendizagem a alcançar.
  • É independente do ano de escolaridade, existindo a mobilidade de alunos numa dinâmica interturmas, pelo menos num tempo de 45/50 minutos por semana, tendo em conta os objetivos contratualizados entre os docentes e os alunos.

 

De um modo geral e em ambos os Eixos:

  • Há a possibilidade de agrupar os alunos por níveis de proficiência e esta dinâmica pode ocorrer com maior frequência nas duas semanas anteriores à avaliação final de cada período letivo.
  • O objetivo é ajudar os alunos a consolidar os conteúdos a aferir na avaliação sumativa. Esta opção pode ser tomada também noutros momentos, sempre que possa beneficiar o ensino e a aprendizagem dos conteúdos curriculares.
  • No que respeita ao papel do professor, salienta-se que é fundamental que esteja predisposto para trabalhar com diferentes grupos de alunos, investindo em dinâmicas de sala de aula diferenciadas, quer ao nível dos conteúdos, quer ao nível das estratégias.
  • Foca a sua ação neste modo de “arrumar e desarrumar os alunos”, dado que a diferenciação em sala de aula é difícil de concretizar, sendo este um modo privilegiado de chegar a todos os alunos.