“Os bons resultados na avaliação externa resultam de uma combinação de vários fatores”

Em contexto de sala de aula é desejável conseguirmos conquistar o grupo-turma com metodologias ativas e participativas. O trabalho colaborativo e cooperativo entre docentes, bem como a interdisciplinaridade, podem enriquecer estas dinâmicas pedagógicas. No entanto, todos nós sabemos que cada aluno é uma combinação única de diferentes catalisadores internos, como a motivação intrínseca e ascapacidades, que influenciam o desempenho e o rendimento escolar, não esquecendo também a importância da gestão das emoções, que varia de aluno para aluno, e é crucial nos momentos de avaliação externa.
O que espera os alunos no final da escolaridade é um mundo no qual terão que pôr à prova as suas capacidades, saberes e competências. É para este mundo que a escola tem que pensar o ensino. Queremos alunos que saiam da escola com valor acrescentado, ao nível do conhecimento e da cidadania.
Os bons resultados na avaliação externa resultam de uma combinação de vários fatores. Um deles é a retaguarda familiar, que pode providenciar aos alunos o usufruto de contextos culturais enriquecedores, que os educam e ajudam a crescer, para além de um reforço parental de cariz económico que, sem dúvida, ajuda a fazer a diferença. Talvez, um dia, fosse interessante comparar escolas que se foram mantendo no topo do ranking (públicas e privadas) com outras escolas que, apesar de bem-sucedidas, não fazem parte do topo, e perceber quantos alunos destes grupos de escolas estão hoje na vida ativa, preparados para enfrentar as vicissitudes do mundo, não esquecendo nunca o “Outro”.
Por certo, talvez ficássemos surpreendidos…

LM